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16/04/2018
Turmas do 2º ano observam disparidades de Salvador em projeto interdisciplinar

Das ruas arborizadas de Patamares às vias apertadas de São Marcos. Da bonita paisagem da Ribeira aos casarões históricos em ruínas da Liberdade. Tudo isso é Salvador, uma cidade feita de contrastes. Para conhecer melhor as diversas faces do município em que vivem, os alunos do 2º EM fizeram uma aula de campo pela capital baiana.
 
 
Os professores Fábio Mutti (Geografia) e Ana Paula de Camargo (História) acompanharam os alunos no percurso, que foi feito de ônibus com paradas em alguns pontos. O objetivo da atividade interdisciplinar é promover uma reflexão crítica sobre a dinâmica têmporo-espacial e estética de Salvador, estudando a história, a estética e a geografia nas relações existentes entre a população soteropolitana desde a sua fundação até o momento atual.
 
Durante o caminho, os professores foram pontuando questões importantes que os alunos deveriam observar. Eles viram as alterações sofridas na cidade ao longo do tempo e, principalmente, as disparidades entre os bairros nobres e os locais mais pobres da capital, como a densidade demográfica, as áreas verdes - que são mais facilmente encontradas nas áreas onde vive a população mais rica -, as construções irregulares e problemas relacionados à mobilidade urbana. “São regiões tão próximas, mas, ao mesmo tempo, tão distintas”, ressaltou Fábio.
 
 
O roteiro incluiu bairros como Patamares, São Marcos, Cajazeiras, Valéria, Escada, Uruguai, Caminho de Areia, Ribeira, Liberdade e Imbuí. A primeira parada foi na Praia de Inema; em seguida, os alunos desceram em Paripe. Na estação de trem do bairro, o grupo experimentou uma das dificuldades enfrentadas por quem precisa usar o trem como meio de transporte. Uma das locomotivas estava quebrada e, com apenas uma das composições funcionando, o tempo de espera para embarque ultrapassava uma hora. A última parada foi na Ribeira, onde os alunos experimentaram o sorvete de uma das mais tradicionais sorveterias de Salvador.
 
A professora Ana Paula lembrou aos alunos que a saída é uma oportunidade de vivenciar a história de verdade, que está acontecendo agora. “Estamos trazendo vocês para que olhem o espaço onde vivem. Não adianta estudar a Revolução Francesa, o Iluminismo, e deixar passar questões básicas de sobrevivência da grande massa da população brasileira”, pontuou.
 
Além da aula externa, os alunos continuam estudando a temática em sala de aula com livros e textos específicos, além de documentários e discussões com os professores.

 



 
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