Em atividade do NAP, 8º ano recebe psicólogo para compartilhar experiências da pandemia

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Em atividade do NAP, 8º ano recebe psicólogo para compartilhar experiências da pandemia

30 de junho de 2020
Os alunos do 8º ano participaram de uma oficina com o psicólogo Adriano Cysneiros. A atividade, promovida pelo Núcleo de Atuação Psicopedagógica do Anglo (NAP), teve como tema “O que fazer com o medo e a saudade?”, e buscou ouvir os alunos sobre como estão vivenciando esse período atípico.
 
 
“A proposta foi fazer a escuta de como está sendo a experiência do distanciamento social e pandemia, tendo em mente que a dinâmica social é de importância central para todo ser humano, mas de modo especial na infância e nas experiências de formação da identidade que acontecem na adolescência”, disse Adriano.
 
A dinâmica foi dividida em três partes: mobilização, partilha e conclusão. “Na mobilização, trabalhou-se com o corpo, respiração e o despertar de alguns sentidos, buscando convidar os alunos para uma experiência que se situa além da mente, envolvendo o corpo e sua emocionalidade”, explicou o psicólogo.
 
Em seguida, as turmas foram convidadas a falar sobre suas experiências. Para finalizar, Adriano “costurou” as falas partilhadas buscando ressaltar o quanto elas são importantes para o grupo, possibilitando que um colega possa ajudar outro que esteja numa situação mais aflitiva e, ao mesmo tempo, ajudar a si mesmo nesse momento ou num momento posterior, estimulando o desenvolvimento de redes de suporte entre toda a comunidade escolar.
 
“O objetivo foi acolher essas experiências em sua singularidade, já que as vivências são as mais diversas – apartamento, fazenda, praia, casa na cidade, pais médicos, pais separados, convívio com idosos, distanciamento dos avós, adoecimento e perda de pessoas próximas, etc”, pontuou Adriano.
 
Durante o encontro, ele também orientou os alunos quanto à utilização de recursos que estão disponíveis para que continuem mantendo contato direto com os colegas, com o NAP, com os professores e outros profissionais, como ele. “Ou seja, a experiência do distanciamento não precisa ser uma experiência de solidão”, finalizou.